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Domingo, 30 de Julho de 2006
Doce Nostalgia #2
É plausível, extremamente possível aliás, que este post não vos diga absolutamente nada. Mas há alturas em que não resisto a partilhar os meus sonhos, histórias e ambições de criança. Ambições de palmo e meio, ambições de 10 anos - inspiradas talvez em Enid Blyton, Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães - mas sem dúvida verdadeiras.

Perseguição Total

Introdução

Depois de dois textos da Editora Relato terem sido assinados por ele, nós, Editora, apostámos definitivamente em André Spencer Coelho, o mais recente escritor português. Quando André Spencer Coelho escreveu esta obra, fê-lo a pensar em si, leitor. Depois de duas obras com o mesmo título ("O Relatório" e "O Relatório II"), decidimos lançar para o mercado um texto com um novo título, "Perseguição Total", sempre com o mesmo personagem, o lendário Inspector Barrosão.

Sempre querendo o melhor para si,
Editora Relato


Tinha acabado de tocar para sair da aula de Inglês. Levantámo-nos e o professor mandou-nos sair. Neste caso, o director da escola Colégio Vasco da Gama tinha-me pedido para investigar quem andava a roubar os pneus da Carrinha H. Mal saímos da aula de Inglês, comecei a minha investigação. Para tentar detectar o ladrão em 27 alunos da turma C do 6º ano, apliquei a minha táctica de procurar os mais "santinhos" da turma para seguidamente os perseguir. A escolha foi difícil, mas consegui eleger um suspeito: "Manelinho, o santinho". Foi aí que comecei a minha perseguição do primeiro ao último segundo. Ele dirigiu-se à sua viatura, arrancando de imediato. Mas ele não perdia pela demora: chamei o meu carro telepático e instalei-me nele. O percurso até ao seu suposto esconderijo não foi longo. Seis quilómetros após a partida do referido Colégio, o suspeito parou. Saiu da viatura, de que eu previamente tinha anotado a matrícula, dirigindo-se para uma vivenda. Segui-o, naturalmente. Só quando o vi a sair da vivenda com o fato-de-banho vestido é que reparei que aquele "santinho" era mesmo "santinho". A seguir ele mergulhou nas águas transparentes da sua bela piscina, e eu deixei-o em paz. Coitado!
Depois fui para minha casa, tendo lá chegado por volta da meia-noite. Tentei dormir, mas não consegui: tinha de arranjar rapidamente um suspeito. Mudei de táctica. Desta vez, decidi suspeitar dos mauzões, porque tinha aprendido uma lição: não confiar nos ditados populares. No meu suspeito "santinho" eu tinha aplicado um ditado muito popular: "As aparências iludem". Mas desta vez não caí na mesma armadilha, e até inventei um novo ditado popular: "As aparências não iludem". Mas, com tudo isto, esqueci-me de dormir. Bem, só tenho 3 minutos para adormecer ou não durmo o suficiente. Até amanhã!

No dia seguinte, estive a procurar um mauzão na minha turma, e lá o descobri: "Tavares 009, danado para a porrada". Quando saímos da última aula, chamei logo o meu carro telepático, caso ele decidisse fugir antes de eu o poder seguir. Mal se via o meu carro telepático ao virar da esquina e ele já tinha arrancado. Não tinha tempo a perder! Tinha de o seguir!
- Comecei a minha perseguição total! - disse eu, enquanto o carro do suspeito se afastava cada vez mais. Arranquei imediatamente, na 5ª velocidade e a 285 quilómetros à hora. De repente, perdi o carro do suspeito de vista. Olhei para trás e lá estava ele! Tinha arrancado depressa demais para um novato a conduzir como ele. Então lá o segui a 40 quilómetros à hora até à casa dele. Chegámos lá eram 8 horas da noite, devido à demasiada lenta condução do suspeito. Ele saiu da viatura e mal entrou em casa foi-se deitar. Decidi dormir ao pé do último degrau das escadas que davam acesso à casa dele.
- Amanhã retomarei a investigação. - sussurei de mim para mim.
Acordei com um enorme peso na barriga. Olhei para cima e vi que ele me tinha tomado por um degrau. Era agora ou nunca. Eram ainda 5 horas da manhã e ele já tomava o percurso habitual para o Colégio. Segui-o a todo o custo, mas com alguma dificuldade devido ao sono. Chegámos ao Colégio e lá saltou ele o portão de entrada. Com os meus binóculos telepáticos, segui de perto os movimentos dele. Lá estava ele a roubar os pneus da carrinha! Fui-me embora para minha casa e dormi descansado o resto da noite.
Nos seguintes dias, "Tavares 009, danado para a porrada" ficou preso na cadeia de Caxias, e eu recebi a medalha de melhor detective do ano.

riverfl0w
26/9/96

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publicado por riverfl0w às 21:13
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4 comentários:
De riverfl0w a 31 de Julho de 2006 às 19:21
Susana, por favor não compares a medianidade do "Clube das Chaves" com essa obra-prima do suspense que é a "Perseguição Total". Agradecido.
De riverfl0w a 31 de Julho de 2006 às 19:18
pick, não confundir "telepáticos" com aquela cena do Super-Homem que dá pra ah e tal ver por baixo dos tecidos. Telepáticos porque basta pensar no que quero ver e os binóculos dirigem-se automaticamente para lá. Não percebes nada de equipamento moderno para detectives. =|
De Susana a 31 de Julho de 2006 às 13:04
Isso cheira-me a Clube das Chaves.
De pickwick a 30 de Julho de 2006 às 21:27
Bons tempos... em que se conseguia escrever uma aventura danada para o estresse, com perseguições, carros e binóculos telepáticos (river, depois tens que tirar um dia para me explicar o que é são binóculos telepáticos, pode ser? também quero uns, para levar para a praia e tal), ladrões de pneus, degraus humanos, e sei lá mais o quê, sem estragar tudo com a presença malfadada de uma mulher!!! É só aventura pura e crua! Bons tempos, de facto!...

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