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Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
O engenhocas
Tempos houve em que, sobre este blog, alguém disse que era dedicado a questões de humor, mulheres e política. Qualquer coisa assim.
 
Não querendo desiludir os que assim se pronunciaram, acho que chegou a altura de intercalar as saias e os decotes com algo do cenário político nacional, se assim me permitirem os leitores.
 
Ora, não há nada melhor sobre o cenário político nacional que o protagonista de todos os protagonismos: o nosso primeiro-ministro, o homem das engenhocas.
 
Engenhocas, ao contrário do que se possa pensar, não deriva de engenheiro, mas de engenho. Porque agora me apetece que seja assim, independentemente do que digam os especialistas em língua portuguesa ou os dicionários ou a minha mãezinha.
 
Engenhocas, porque o senhor primeiro-ministro é um prodígio na produção de engenhocas para alcançar os seus fins. Tem muito engenho para a coisa, portanto.
 
Uma das suas maiores engenhocas, digo eu, é conseguir ser omnipresente. Ele está nas capas dos jornais e revistas, ele está nos telejornais, ele está nas rádios, ele está nos blogs, ele está nos powerpoints humorísticos, ele está num site cujo domínio “pt” tem o nome dele quando os domínios “pt” são para “as pessoas colectivas, as entidades públicas, os empresários em nome individual, os profissionais liberais e ainda os requerentes ou titulares de marcas, apresentadas pela via nacional, comunitária ou internacional”, mas enfim, ele está num site cujo domínio tem o nome dele mas que vai usar um partido político para tentar continuar no poder, ele está nas conversas de café, ele está nos WC’s, ele está nas inaugurações pomposas, ele está no parlamento, enfim, enfim, enfim.
 
Pessoalmente, acho que a maior das engenhocas ainda é o Freeport.
 
Para quem não sabe, porque não vê, ou porque anda distraído, ou porque está rodeado de muitos decotes, e tal, o pretenso caso Freeport é mais uma das engenhocas do primeiro-ministro para conseguir manter-se omnipresente.
 
E onde é que eu fui inventar isto? Simples:
 
1. Pensemos, em votos, quanto vale, para a oposição, andar de roda de um primeiro-ministro, a morder-lhe os calcanhares com o fantasma da condenação por corrupção, a tentar derrotá-lo. No fim não dá em nada, porque em Portugal a corrupção é uma virtude e não um crime. X votos.
 
2. Pensemos, em votos, quanto vale, para o primeiro-ministro, criar o “mito provável” de que é um corrupto, andar durante meses e diariamente em tudo o que é comunicação social, fazendo-se de vítima, acusando a armada da oposição de tentativa de assassinato político, para depois, em jeito de conclusão fantástica e apoteótica, terminar a telenovela com uma auréola de inocência a moldar-lhe o penteado, com o povo a beijar-lhe os pés e a exclamar “Ah, afinal ele é um santo, um salvador, um inocente, uma vítima daqueles sacanas da oposição que recorrem a tudo, sem escrúpulos, só para destruírem o nosso grande líder”. Y pontos.
 
3. Compare-se X com Y. Vá, sinceramente!
 
4. Conclusão: o caso Freeport é uma engenhoca do primeiro-ministro para:
 
a) Andar todos os dias na comunicação social e nas bocas e olhos dos portugueses, entranhando-se nos cérebros dos cidadãos como se fosse uma indispensável telenovela com argumento eterno;
 
b) Garantir-lhe um incremento eleitoral bastante chorudo, quando se revelar que, afinal, o homem é inocente e foi alvo de uma tentativa de assassinato político sem escrúpulos.
 
Prontinho. Missão cumprida. Já posso voltar às mini-saias e aos decotes e ao verão que se aproxima. pickwick
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publicado por pickwick às 22:18
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