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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
Pernocas no Alfa
No sábado tive que fazer mais uma viagem-relâmpago até à capital, para mais uma reunião da treta, deitando aos caracóis mais um dia de paz e descanso. Um gajo bem que anda necessitado de clausura, mas parece que há sempre mais uma coisinha para termos que sair de casa.
 
A viagem para baixo, com partida de Coimbra às 7h45 da madrugada, foi, como toda a gente depreende, num Alfa Pendular. Ninguém sai de Coimbra às 7h45, a menos que vá de comboio. Um gajo vai meio rabugento, a tentar bater uma soneca matinal para tentar combater a alvorada precoce, ora olha pela janela, ora olha para a hospedeira de bordo, ora pisca os olhos, ora tira o livro da pasta para o fechar passados 40 segundos, e por aí fora… Enfim, banalidades.
 
A reunião foi pouco animada, em virtude da participação de uma única mulher. O almoço também, porque, para além da participante na reunião, apenas apareceu no restaurante mais uma mulher, misteriosa, vistosa, cabelo loiro farfalhudo, modelo pela retaguarda, avó-carcaça pela frente. Enfim, mais um mau momento.
 
No regresso a Coimbra, novamente num Alfa, vi-me confrontado com a vizinhança inesperada de duas fêmeas, na fila oposta.
 
A primeira, chamemos-lhe Felismina, teria os seus trinta anos e um corpo abonecado de quem já foi mãe mas procura fazer um esforço para manter algumas linhas. Trazia uma saia acima do joelho, daquelas que encolhem quando a dona dobra pela bacia, e collants pretos. Pronto, estava um ligeiro frio. Para cima, um decote descontraído. E o que raio é um decote descontraído? Ora bem, é um decote que parece que não está decotado, mas que deixa uma sugestiva fracção das mamas a apanhar ar. É preciso ter classe, para ostentar um decote destes.
 
A segunda, chamemos-lhe Leontina, tinha mais um palmo de altura que a Felismina e usava um vestido preto, às pintas brancas. Ou seria branco, às pintas pretas? Parecia a mulher-zebra. Para baixo, collants pretos e botas pretas até ao joelho. Acontece que o vestido-zebra era daqueles que, em pose vertical, quase que dava para uma freira, mas que, na pose sentada, sobem de surpresa pelo corpo acima, ficando-se por uns míseros dez centímetros abaixo da cueca.
 
Ora, a Felismina começou por se armar em intelectual e folhear um livro. Passados uns minutos, chegou-lhe a verdade e esticou-se para uma sesta. Não tendo mais ninguém ao lado, aproveitou a velha técnica dos comboios regionais e inter-regionais e açambarcou dois lugares só para ela, cabeça para a janela, pernas para a fila oposta. E quem estava na fila oposta? Pois claro. Não bastasse a pose da Felizmina, a Leontina começou a espernear no seu lugar, com aquelas pernas de girafa, torcendo-as, virando-as, sei lá, dando aqueles jeitos que só as mulheres de saia conseguem.
 
O hospedeiro de bordo, livre do seu carrinho, passou por duas vezes na nossa carruagem, abrandando o passo junto às meninas. Aliás, a paisagem para o lado da Leontina devia estar bastante interessante, a avaliar pela forma como ele abrandou o passo, caminhando literalmente em câmara lenta e de olhos colados na rapariga.
 
Há viagens que são agradáveis. Esta, foi uma delas. Mais um bocado de calor, ou um pouco menos de frio, e não haveria collants, certamente, o que enriqueceria o ambiente e obrigaria o hospedeiro de bordo a fixar-se naquela carruagem. Eu é que já não sairia dali. Upa! Upa!... pickwick 
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publicado por pickwick às 23:43
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